Armadilhas financeiras: conheça 6 dicas para evitá-las

armadilhas financeiras

Para que você tire o melhor proveito dos seus investimentos é preciso conhecer as armadilhas financeiras a fim de evitá-las. Não basta buscar ajuda de uma corretora ou de um assessor financeiro, é preciso estudar por conta própria os diferentes tipos de investimento disponíveis e construir a sua própria opinião sobre o que é bom e o que é ruim. Além disso existem alguns macetes para usar no dia-a-dia e não cair em armadilhas financeiras relacionadas à sua conta e o cotidiano no banco. É por isso que estamos compartilhando as dicas abaixo.

Atenção e cuidado são fundamentais para fazer seu dinheiro trabalhar do melhor jeito para você. Muita calma nessa hora, tome seu tempo e só invista quando estiver seguro das opções que estão ao seu alcance. O principal é ser crítico antes de decidir onde colocar seu dinheiro, não invista na primeira coisa que te oferecerem e procure se educar financeiramente. Então vamos às dicas.

Veja também: Ebook Aprenda a Investir em Renda Fixa I  

1 – A mais comum das armadilhas financeiras: títulos de capitalização

Geralmente te oferecem esse “investimento” na boca do caixa. Escrevemos entre aspas porque o título de capitalização não é bem um investimento. A ideia é a seguinte: você deposita um valor e receberá rendimentos iguais aos da poupança com a chance de ser sorteado e ganhar prêmios em dinheiro.

A promessa é boa, mas eles não são completamente transparentes com você e as chances de ganhar são mínimas. Essa é a mais comum das armadilhas financeiras. Ao depositar R$ 100 no primeiro mês, o banco não irá lhe pagar o rendimento da poupança sobre o total, mas apenas sobre uma fração. Ele usa parte do seu dinheiro para bancar as chamadas cotas de carregamento e de sorteio. Não vale a pena, em outras palavras o negócio funciona como uma aposta, tanto quanto comprar um jogo da mega sena. Qualquer outro tipo de investimento é bem melhor que um título de capitalização.

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2 – O gerente do banco não é seu melhor amigo: ele ganha com comissões

Quem trabalha numa loja de roupas, por exemplo, ganha comissões com as vendas que faz. No banco a lógica é semelhante. Tenha em mente que a pessoa trabalha para o banco e não para você. A missão dela é cumprir metas e ajudar a instituição financeira a ganhar dinheiro. Na verdade essa é a missão número um de qualquer banco. É preciso estar atento ao jogo de interesses que pode existir no momento em que os investimentos são oferecidos.  Nem sempre os produtos apresentados são os melhores para quem investe, mas são para quem vende que é quem ganha as comissões.

Muita atenção quando fizerem ofertas de “taxas zero”, possivelmente estão embutidas as comissões que podem gerar um desconto na rentabilidade sem que você tenha consciência disso. Pergunte de forma clara e objetiva, para quem está te oferecendo o investimento, de que forma e qual a porcentagem que ele ou ela recebe.

3 – Fuja dos investimentos com bancos maiores

Os bancos menores oferecem melhores retornos em seus investimentos pois, em poucas palavras, tem maior probabilidade de falir que os grandes. No entanto, desde que foi criado o Fundo Garantidor de Crédito, o FGC, isso não é mais um problema. O FGC garante a qualquer brasileiro o pagamento de até R$250 mil de capital investido caso haja falência da instituição. Então, a não ser que cheguemos ao apocalipse ou a uma falência geral do país, as chances de você perder toda sua grana são mínimas.

Fique atento pois nem todos os investimentos são garantidos pelo FGC. Um que tem a garantia e é um dos mais comuns é o CDB ou Certificado de Depósito Bancário. Seu rendimento, geralmente, acompanha a taxa básica de juros (CDI) e tem prazos e condições para resgate de todos os tipos. Então tenha em mente seus objetivos com o investimento e se precisará do dinheiro no curto prazo. Como dito o rendimento em bancos menores será maior.

A dica é simples: para fugir dos grandes bancos, abra uma conta numa corretora e escolha o melhor investimento no prazo mais adequado para você.

4 – Não se deixe levar pela emoção

Muitas vezes temos apenas um responsável por nos fazer cair em armadilhas financeiras: nós mesmos, pois muitas vezes agimos tomados por uma emoção e não pela razão. Quem faz a gente agir assim é a publicidade. Um investimento novo, complexo, vem com uma ótima propaganda do banco capaz até de te fazer chorar. Isso pode despertar o nosso desejo e fazer com que a gente invista ou faça uma compra sem pensar duas vezes.

Não se deixe enganar por uma embalagem bonita e mais importante: use a razão. Na hora de investir ou comprar algum bem não faça nada por impulso, tire um tempo para estudar e entender a fundo as diferenças entre os investimentos possíveis e pesquisar preços. Pare, pense e se ligue na responsa.

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5 – Quando possível não pague taxas desnecessárias

Hoje em dia você já pode ter um cartão de crédito sem tarifas. O gasto com taxas e anuidades, geralmente cobrado pelo uso de cartões de crédito, pode ficar bem salgado. Procure alternativas como a Nubank, o Banco Inter e outras instituições virtuais que não cobram taxas.

Se você usa pouco o banco não precisa contratar um pacote de tarifas logo de cara. Você pode usar os chamados serviços essenciais, que são obrigação dos bancos e gratuitos. Em relação à conta corrente, você não pode ser cobrado por:

  • Fornecimento de cartão com função débito;
  • Realização de até 4 saques;
  • Realização de até 2 transferências entre contas da própria instituição;
  • Fornecimento de até 2 extratos por mês, contendo a movimentação dos últimos 30 dias;
  • Consultas feitas pela internet;
  • Consulta a um extrato anual;
  • Compensação de cheques, que significa poder receber direto em sua conta valores de cheques de diferentes bancos a agências sem precisar ir pessoalmente a essas agências;
  • Fornecimento de até dez folhas de cheque por mês

Veja também: Evite ser enganado pelo seu banco – conheça seus direitos

6 – Fuja dos planos de previdência privada em bancos

Muito se fala sobre planos de previdência privada para uma boa aposentadoria. No entanto parece que não tratamos essa questão como uma das armadilhas financeiras possíveis e acabamos buscando bancos para contratar um plano. Eles podem oferecer boas taxas de retorno, mas como sempre é preciso ficar atento às taxas de administração. Na realidade o plano de previdência é simplesmente um ou mais investimentos que você faz no longuíssimo prazo, pensando que você vai sacar a grana com seus 70 e poucos anos.

Ou seja: você não precisa do banco para isso. Ainda mais se você já percebeu que uma aposentadoria via INSS também não é mais garantia de nada há um bom tempo. É hora de começar a se preparar por conta própria e neste caso todo cuidado é pouco, pois estamos falando do seu futuro. Preste muita atenção em suas escolhas quando o assunto é se aposentar com bons rendimentos.

O que achou das dicas? Queremos saber sua opinião, diz pra gente nos comentários ou fale suas experiências com o tema 🙂

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