Existe idade certa para começar a investir?

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Ao longo desse texto você vai entender qual a idade certa para começar a investir e como dar os primeiros passos nesse caminho. Com as novas normas da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a partir de 2020, a disciplina Educação Financeira será obrigatória na grade escolar de escolas brasileiras. Esta medida tem como objetivo solucionar problemas como endividamento e inserir crianças no cenário financeiro de suas famílias. Mas por que tal medida é importante?


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O brasileiro não sabe muito sobre finanças

Segundo pesquisa realizada em 2015 pelo Banco Central feita com pessoas com mais de 20 anos, somente 18% dos entrevistados responderam corretamente sobre juros compostos e apenas 69% não poupam dinheiro de suas rendas nos últimos 12 meses. Agora fica claro o porquê de a educação financeira ser tão significativas para nossas vidas. É crucial estabelecer uma rotina de forma que a Educação Financeira seja discutida desde a infância.

Por exemplo, conversar com os filhos sobre dinheiro e definir as prioridades financeiras do momento, negociar o valor da mesada, ensinar a diferenciar o que é barato e o que é caro e, principalmente, ser o exemplo dentro de casa. Quer saber como você pode fazer isso desde agora? 

Com quantos anos posso começar a investir?

Grande parte das pessoas acha que é preciso ter anos de experiência no mercado financeiro e centenas de cursos para investir e obter bons rendimentos. A verdade é que isso tudo é relativo, depende unicamente de suas decisões hoje e como você escolhe seu caminho para conseguir conhecimento sobre esse vasto mundo dos investimentos. Os jovens, por exemplo, possuem maior tempo para investir e por isso podem arriscar mais.

Nessa etapa da vida surgem os famosos boletos e o início dos planos para a vida adulta, seja pelo desejo de ter um apartamento para chamar de seu, seja para comprar o tão sonhado carro, um planejamento financeiro é extremamente necessário nessa etapa da vida.

Mas, afinal, existe idade certa para investir? A resposta é NÃO! Você vai perceber ao longo deste artigo que é possível, através de pequenos passos, gerenciar o seu dinheiro de forma eficiente, desde os seus planos de agora até a aposentadoria. Você pode começar o hábito de investir hoje mesmo. Se você for menor de idade, peça a ajuda de seus responsáveis para auxiliá-lo nesse processo. A verdade é que focando em conhecimento, planejamento financeiro e na mudança de mentalidade, é possível se tornar um genuíno investidor.

Como começar a investir? 

1) Estabeleça metas de curto, médio e longo prazo

Esse é o primeiro passo e um dos mais importantes! Separe os seus objetivos de acordo com o tempo que você espera para realizá-los. As metas de curto (1-2 anos), médio (2-5 anos) e longo (5-15 anos) prazo precisam ser definidas e serem de acordo com o que você planeja para sua vida. Elas devem ser possíveis de realizar e fáceis de mensurar.

Por exemplo, comprar uma casa, abrir seu próprio negócio para trabalhar com o que ama ou garantir a aposentadoria para uma melhor qualidade de vida. Podem ser também coisas simples como fazer uma nova tatuagem ou uma viagem. Ter objetivos claros nos ajuda a manter o foco e poupar com mais facilidade, pois estamos animados com o que podemos conseguir com os frutos desses investimentos.

2) Estipule um valor médio para cada meta

Esse passo é importante porque você vai ter uma noção de quanto precisará poupar e investir todo mês para atingir suas metas. E é aí que o planejamento financeiro entra: com ele, é possível estimar um período para investir X valor e conseguir poupar a quantia necessária.

No começo, o ato de fazer esses investimentos deve ser visto como um gasto e deve acontecer sempre no começo do mês, quando você recebe o salário. O velho “se sobrar algo eu invisto” não dá certo. A gente sempre vai encontrar motivos para gastar dinheiro e fazer investimentos não pode ser algo passivo, mas sim ativo. 

3) Comece a formar sua reserva de emergência 

A reserva de emergência é, basicamente, um valor para ajudar em situações de necessidade, como demissão no trabalho, enfermidade, acidente de trânsito. Ela consiste no seu valor de custo mensal multiplicado por 6 meses. Ou seja, se você gasta R$1.000,00 todos os meses com gastos essenciais (condomínio, luz, telefone, comida), a sua reserva de emergência terá que ser de R$6.000,00, pois esta quantia será suficiente para 6 meses sob algum imprevisto.

É indicado que você faça a reserva de emergência em uma aplicação (investimento) que você possa sacar sem precisar esperar muito e que tenha rendimento melhor que a poupança. Um exemplo é o Tesouro Direto, que você pode investir a partir de R$30. Clique e saiba mais sobre esse tipo de investimento.

OBSERVAÇÃO: É extremamente importante formar a reserva de emergência antes de começar a investir, pois esta irá lhe auxiliar caso um imprevisto venha a ocorrer.

4) Conheça as formas de investimento 

A classificação básica é dividida em Renda Fixa e Renda Variável. A Renda Fixa é aquela que é possível saber as remunerações e rendimentos antes de investir, pois é baseada em taxas pré estabelecidas, já conhecidas no mercado. Também indicada para o perfil de investidor conservador, visto que não é um investimento arriscado e há menor tolerância ao risco de perder dinheiro.

Já a Renda Variável, depende de resultados das empresas e da flutuação econômica do mercado financeiro. É onde estão os maiores rendimentos (superando a Renda Fixa), porém também o maior risco.

5) Anote e analise seus gastos

Isso vai ajudar você no seu controle financeiro e no final das contas a investir melhor. Já parou para fazer uma comparação do quanto você pode estar gastando com carro de aplicativo (como Uber e 99Táxi) ao invés de utilizar outro meio de transporte bem mais econômico (ônibus, metrô ou trem)? E se você fizesse sua própria marmita ao invés de gastar com almoços em restaurantes?

Quando todos os gastos do mês são anotados, percebemos o que pode ser substituído ou até mesmo cortado de suas despesas mensais. Então se certifique de estar gastando de forma mais consciente e inteligente para reduzir os gastos que poderiam ter sido evitados.

6) Aprimore seus conhecimentos sobre o mercado financeiro

Quinze minutos por dia são suficientes para ler um capítulo de um bom livro no caminho para o trabalho, no intervalo da aula, no descanso da tarde. Quando você passa a ler sobre como funciona o mercado financeiro, você passa a adquirir mais conhecimento e se sentir mais preparado para aplicar o seu dinheiro em investimentos certos.

Uma indicação são livros populares e bem comentados nesse meio como “O Investidor Inteligente” de Benjamin Graham e “Como Organizar Sua Vida Financeira” pelo renomado Gustavo Cerbasi. 

Não se esqueça: nunca é cedo para começar e nunca é tarde para aprender!

Sobre a Firgun

Lançada em 2017 por Fábio Takara e Lemuel Simis, a Firgun é uma plataforma online de investimentos coletivos que conecta empreendedores populares a pessoas dispostas a investir para promover impacto positivo no mundo.  De um lado, esses empreendedores captam investimentos de até R$15.000 para seus projetos. De outro, os investidores fazem aportes a partir de R$25 para tornar essas iniciativas realidade. O retorno financeiro chega a 12% ao ano sobre o capital aportado. E o impacto social gerado é mensurado e comunicado ao investidor. Saiba mais em www.firgun.com.br.

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