Desigualdade: saiba o que os brasileiros pensam sobre o assunto

desigualdade

A desigualdade é algo que faz parte do dia a dia de nós brasileiros, o que não podemos é nos acostumar com isso. A população reconhece que o Brasil é um país desigual, mas a maioria entende que isso quer dizer apenas diferenças entre classes sociais e má distribuição de renda. Essa é, sem dúvida, a desigualdade mais latente e presente na vida dos brasileiros.

O que nunca te contaram sobre desigualdade: você pode ajuda na solução!

Pudera:

  • metade dos brasileiros vivem com menos de um salário mínimo por mês, segundo o IBGE;
  • 5% da população têm a mesma fatia de renda que os outros 95%;
  • os seis maiores bilionários brasileiros possuem o mesmo patrimônio que a metade mais pobre da população.

Essas informações e os outros dados abordados aqui neste texto estão retratados na pesquisa Nós da Desigualdade, realizada pela Oxfam em parceria com o Instituto Datafolha. A pesquisa fez recortes específicos, tornando possível a análise dos dados por sexo, raça e renda mensal.

A desigualdade também está na percepção

A pesquisa perguntou aos entrevistados: “Em uma escala de 0 a 100, sendo 0 o mais pobre e 100 o mais rico, em que posição você se colocaria?”

Você está endividado? Temos algumas dicas que podem te ajudar.

Quase 90% daqueles que ganham até um salário mínimo por mês se colocaram na metade mais pobre da escala (0 – 50), o que não foge da nossa realidade, retratada no início do texto. No entanto, quase 70% dos entrevistados com renda mensal acima de 5 salários mínimos também se colocam na metade mais pobre da escala. Apenas 8% deles se declaram no quadrante mais alto da escala (75 – 100).

Essa percepção é o inverso do que acontece na realidade. Segundo a PNAD de 2015 a faixa dos 10% mais ricos abrange todas as famílias com renda mensal per capita de apenas três salários mínimos em diante. Dessa forma a percepção correta para quem ganha mais de 5 salários mínimos, levando em conta que essa é a renda individual, seria se colocar no grupo dos 10% mais ricos do país. Não na metade mais pobre como se declara a maioria dos entrevistados dessa faixa de renda.

A maioria da população não consegue perceber a real dimensão da desigualdade, desconhecendo o seu lugar na pirâmide social.

Quanto mais dinheiro menos o brasileiro se considera rico

Os entrevistados também tiveram de responder à pergunta “quanto você precisaria ganhar por mês para fazer parte dos 10% de brasileiros mais ricos do país?”. Pelas respostas obtidas, quanto maior o rendimento mensal, mais a pessoa acredita ser necessário ganhar para fazer parte dos 10% mais ricos. Para os brasileiros os ricos são “os outros”.

Apenas 2% dos respondentes com renda superior a 5 salários mínimos por mês acertaram a pergunta e responderam até R$5.000. Para pessoas com renda individual de até um salário mínimo essa proporção ficou em 20% dos entrevistados.

Em geral, para 68% dos entrevistados com renda mais alta, o piso mínimo para ser considerado rico é o de R$20.000 mensais, enquanto que para as pessoas de baixa renda essa foi a resposta de 43% das pessoas.

Outros dados

  • 81% dos brasileiros acreditam que a corrupção contribui muito para a desigualdade;
  • 71% dos brasileiros apontam a oferta de emprego como um dos principais mecanismos de combate à desigualdade;
  • 79% acreditam que o combate a desigualdade é obrigação dos governos;
  • 75% são contra o aumento geral dos impostos para custear políticas sociais;
  • 71% são a favor do aumento de impostos para pessoas muito ricas para esses fins.

Qual a solução para o problema da desigualdade?

Segundo Katia Maia, diretora executiva da Oxfam, não tem como a solução vir apenas do Estado. “O esforço da redução das desigualdades é um esforço do conjunto da sociedade: o Estado, o setor privado e da sociedade civil.”, afirmou em entrevista para o GIFE. Também temos de reconhecer a importância da pressão política e apoiar organizações que trabalhem com a causa.

É isso que propomos na Firgun: queremos ajudar na redução das desigualdades, levando microcrédito produtivo para empreendedores de baixa renda e facilitando o investimento social  ao mesmo tempo. Queremos unir quem precisa de apoio com quem tem um poder aquisitivo melhor e pode ajudar.

Vamos fazer parte da solução? Inscreva-se na Rede Firgun.

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