Como a economia colaborativa reinventou relações (e investimentos)

economia colaborativa

A economia colaborativa, também conhecida como economia compartilhada ou em rede, é um modelo econômico por vezes definido como uma atividade peer to peer (P2P). Ou seja: de pessoa para pessoa. Hoje não precisamos mais de grandes organizações para comprar, prover ou dividir o acesso a bens e serviços, podemos fazê-lo através de plataformas e comunidades on-line.

Entendendo a economia colaborativa

Comunidades ao redor do mundo tem dividido o uso de bens e serviços há milhares de anos, mas a internet e outras tecnologias tornaram mais fácil o encontro entre proprietários, aqueles que precisam utilizar seus bens e vice-versa.

A economia compartilhada permitiu que pessoas e grupos de pessoas tivessem uma renda extra com produtos subutilizados.  Dessa forma coisas podem ser utilizadas como serviços, veja a Uber e o Airbnb por exemplo.  O primeiro deu a oportunidade para que pessoas comuns ganhassem dinheiro apenas por saber dirigir um carro. O segundo tirou das grandes empresas o monopólio da indústria hoteleira e deu aos indivíduos.

Já leu?

Investimento social entre os millennials

O que empreendedorismo social?

A mentalidade de quem quer ter impacto positivo no mundo


A evolução da economia colaborativa

Essa maneira de fazer negócios evoluiu a partir da crise de 2008, quando a mãe natureza e o mercado chegaram a um limite. O modelo econômico consumista não se mostrava mais sustentável, as preocupações ambientais se intensificaram e a recessão global também contribuiu para esse pensamento. As tecnologias e redes sociais ajudaram a redefinir o sentido de comunidade.

Alguns tipos de plataformas que aderiram ao conceito de economia compartilhada:

  • Co-working – empresas que oferecem espaços de trabalho compartilhados para freelancers, empreendedores e pessoas que costumavam trabalhar em casa. Exemplos: Impact Hub e Wework.
  • Peer to peer lending – empresas que permitem empréstimos entre pessoas a juros mais baratos que aqueles oferecidos por entidades de crédito tradicionais. Exemplos: Firgun e Nexoos.
  • Plataformas de moda – sites que permitem a venda ou aluguel de roupas e acessórios. Exemplos: BagMe e Power Look
  • Plataformas de freelancer – sites que promovem o encontro de trabalhadores de diversos setores a empregadores. Exemplos: Get Ninjas e Bicos.

Economia colaborativa e investimentos

Os bancos e outras instituições financeiras ficaram de fora da economia colaborativa por um bom tempo. Por muitos anos a ideia que predominava era a de que fazer investimentos é algo extremamente difícil e que deveria ser feito apenas por profissionais com muitos anos de setor financeiro.

Dessa forma se qualquer um de nós quisesse investir, teria que transferir seu dinheiro para um banco e receber juros de 6% ao ano com um CDB, por exemplo. Enquanto isso o mesmo banco que te dá esse rendimento ganha em média 35,43% no spread bancário, que é a diferença entre o que a instituição paga para captar dinheiro e o que ganha ao emprestar.

Como dizem por aí todo problema é também uma oportunidade. Essa situação inspirou a criação de plataformas empréstimos entre pessoas (peer to peer lending) simples e fáceis de usar. Tudo baseado na economia colaborativa e compartilhada. Uma maneira para pessoas comuns pegarem um empréstimo com juros mais atrativos e do outro lado fazer investimentos com rentabilidades melhores. Foi assim que a Firgun surgiu. Para facilitar o acesso a microcrédito produtivo e o investimento de impacto social.

Sobre a Firgun

Uma plataforma de empréstimos entre pessoas para viabilizar microcrédito a empreendedores em situação de vulnerabilidade. Captações de até R$15.000 e investimentos a partir de R$25. Impacto social com rentabilidade de até 12% ao ano.

Nosso trabalho começa na curadoria dos projetos. Primeiro o empreendedor deve ser indicado por um de nossos parceiros, que são organizações que trabalham sua capacitação. Depois devem ter uma avaliação mínima em nosso score de crédito, feito para atender às necessidades do público de classes C, D e E. Em seguida fazemos uma análise do fluxo de caixa dos últimos três meses do empreendedor e buscamos compreender que problemas ele irá resolver com o empréstimo e o valor. Só assim criamos as campanhas de captação na plataforma.

Até o momento 150 investidores e investidoras, chamados Heróis e Heroínas Firgun, realizaram aportes na plataforma, ajudando mais de 10 projetos a saírem do papel com a circulação de mais de R$80.000 em microcréditos.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *