Empreender na periferia: um ato de resistência

Empreender na periferia

Entrevistamos os fundadores do negócio social Empreende Aí

Na semana passada a Firgun cruzou a ponte para mediar uma roda de discussão sobre financiamento coletivo no I Fórum NIP – Negócios de Impacto Periférico no Jardim Ângela, zona sul de São Paulo. O evento foi organizado e realizado pela produtora cultural A Banca em parceria com organizações de peso como Instituto de Cidadania Empresarial (ICE), Vox Capital, FGV, entre outras.

A ideia é levar até a periferia o protagonismo na construção de soluções sociais para o próprio território. O espaço estava propício para a troca e foi o que fizemos. Conversamos com o Luis Coelho e a Jennifer Rodrigues, responsáveis pelo Empreende Aí, para tentar compreender os desafios enfrentados por quem empreende na periferia.

O Empreende Aí é um negócio social que tem como objetivo levar a capacitação empreendedora para a periferia. Eles o fazem através de cursos voltados para a prática e abrangem toda a cadeia produtiva de um empreendedor: desde a identificação de talentos, passando pelo desenvolvimento de produtos e modelos de negócios, pesquisa de mercado; até o posicionamento da marca no mercado com estratégias de marketing e comunicação, bem como uma capacitação financeira. Saiba mais, acesse o link deles aqui.

A intenção desse texto é dar voz à periferia e tentar aproximar o empreendedor da quebrada ao empreendedor do centro. Unindo forças podemos ir mais longe.

Entenda como é empreender na periferia

Lemuel (Firgun) – Luis e Jennifer, quero saber um pouco da trajetória vocês. No que que vocês se formaram, onde nasceram, onde cresceram. Um pouco sobre vocês.

Luis – Eu sou o Luis, tenho 23 anos, sou formado em administração de empresas pela Anhembi Morumbi. Consegui bolsa integral através do programa ProUni. Nasci, cresci e moro até hoje no Jd. São Luis que é um bairro no extremo sul de São Paulo que junto com Capão Redondo e Jd. Angela eram conhecidos como “triangulo da morte” durante a década de 90. Encurtando a minha trajetória de vida é isso. No campo profissional trabalhei em grandes empresas como a Amil, já trabalhei em startups que estavam nascendo. Já criei dois negócios antes do Empreende Aí. Agora tenho uma sócia, a Jennifer. É importante falar que o Empreende Aí somos nós dois, uma união de forças, de trabalho e de competências.

Jennifer – Eu sou Jennifer Rodrigues, tenho 25 anos, sou formada em psicologia. Assim como o Luis também fui bolsista integral do ProUni. Moro aqui no extremo da zona sul, num bairro chamado Parque Regina. Como parte da periferia vejo algumas dificuldades muito latentes para quem mora “do outro lado da ponte” como a gente costuma dizer. Falando um pouco da minha história pessoal e profissional, tive pais que sempre buscaram maneiras de complementar a renda com pequenos trabalhos, seja vendendo pastel na rua ou outra atividade. Meu pai ficou durante 15 anos trabalhando como vendedor ambulante vendendo ervas medicinais para as principais comunidades aqui do extremo da zona sul. O empreendedorismo é muito presente aqui. Minha conexão com o Empreende Ai começou como uma retomada do que eu desenvolvia no passado, ainda por uma veia mais assistencialista. Eu participava de projetos dentro da comunidade, da igreja em que a gente ajudava famílias vulneráveis com alimentos, roupas, medicamentos, mas tinha muito a intenção de só entregar, só fornecer, não tinha um olhar de capacitação. Diferente do que a gente tem hoje no Empreende Aí que é um trabalho de empoderar as pessoas dos talentos que elas têm e dizer para elas que elas são capazes de construir com as próprias mãos. É uma retomada do meu trabalho social, mas com um olhar de capacitar e empoderar as pessoas para que busquem seus sonhos, seus objetivos e que elas consigam gerar renda a partir disso.

Firgun – Como surgiu a ideia do Empreende Aí? Vocês lembram como foi o dia em que pensaram no negócio?

Luis – Como disse antes eu tive dois negócios antes do Empreende Aí que nasceu como um blog muito com o intuito de compartilhar os erros e acertos que tive nesses dois negócios anteriores. No princípio era só um blog mesmo, para relatar essas experiências, essa trajetória. Até que no dia 01 de maio de 2015 eu e a Jennifer fomos em uma palestra no Rio de Janeiro do Muhammad Yunus e ali nasceu de verdade o que é o Empreende Aí hoje. A gente percebeu que precisava ser maior que um blog, que a gente precisava fazer isso juntos, pois no princípio o blog era somente eu e a partir desse dia a Jennifer veio comigo e a gente começou de fato com tudo. Então acho que a grande virada de chave foi ter visto e escutado o que o Prof. Yunus trouxe dessa bagagem de negócios sociais, da importância de trazer esse impacto mais concreto para dentro da periferia. Como essa questão da periferia é forte em Bangladesh e é incrivelmente forte e potente aqui também. Se for para pensar no dia zero do Empreende Aí é o dia 01 de maio de 2015 comigo e com a Jennifer na palestra do Prof. Yunus.

Firgun – Entrando já no campo de ação do Empreende Aí, vocês percebem alguma diferença entre a pessoa que quer empreender aqui na periferia e a pessoa que quer empreender lá no centro?

Luis – Quando a gente fala em empreender, e eu vou pegar um cenário Brasil antes da gente vir para a periferia, a gente tem três principais problemas ao meu ver. O empreendedor não tem acesso a capital, o empreendedor não tem acesso a conhecimento e o empreendedor não tem acesso a mercado. Então ele não sabe como empreender, ele não tem dinheiro para empreender e ele não consegue vender o que ele está produzindo. Isso a gente parte de um pressuposto nacional, então o cara que está empreendendo na Vila Olímpia, no Leblon, na Berrine acontece isso com ele só que ele tem muito mais acesso. Ele não tem acesso a capital, mas se ele for no banco e insistir ele consegue um empréstimo, mesmo que os juros sejam altos. Se ele pedir um contato para um amigo dele, talvez o pai de um amigo seja dono de uma empresa então já tem um possível cliente e ele tem condições para pagar um curso seja numa aceleradora, seja fora do país para poder se capacitar nessa questão do conhecimento e ficar mais preparado para empreender. Esse é o recorte do empreendedor brasileiro. Quando a gente vem para a periferia, aí aqui é totalmente diferente. Se lá no centro o cara já tem dificuldade de pegar empréstimo, por exemplo, aqui o banco nem abre a porta para você entrar. Você é parado na porta giratória do banco. Esse é o primeiro diferencial, não tem grana e não tem ninguém oferecendo grana. Quando a gente consegue trazer empresas como a Firgun, como o Banco União Sampaio, como o Banco Pérola que estão olhando para essa questão do pequeno empreendedor e da necessidade que ele tem de recursos já é um grande adianto, que é incrível. Quando a gente fala dos outros dois pilares, acesso a mercado e acesso a conhecimento, o Empreende Aí atua principalmente nessa questão de acesso a conhecimento. A gente criou nosso curso “Despertando o Empreendedor” baseado nas minhas vivências e da Jennifer para fazer com que o empreendedor tenha seu potencial direcionado para que seu negócio tenha impacto positivo e de uma forma que ele não vai errar tanto. Porque o empreendedor vai errar, com certeza, mas o conhecimento ajuda a errar menos. E a questão de acesso a mercado é desleal comparar porque o acesso a mercado vem de network. Então enquanto o cara lá do centro conhece político, conhece dono de empresa, aqui a gente só conhece um ou outro. A gente tem que se fortalecer e criar nosso mercado interno para depois tentar cruzar as pontes e conseguir vender para um mercado que tem mais poder aquisitivo. Essa é a realidade que a gente vem vivenciando nos últimos dois anos.

Jennifer – Eu queria complementar que tem um outro aspecto também que conta muito. É o fator autoestima. Eu acho que o empreendedor periférico tem isso de uma maneira bem fragilizada por conta da falta de estímulos e de espaços em que ele pudesse se reconhecer como capaz. Então também existe essa desvantagem para quem empreende na periferia, essa falta de autoconfiança. É uma questão bem evidente.

Firgun – Com relação às pessoas que querem abrir um negócio, vocês conseguem enxergar um padrão? Qual o perfil do empreendedor da periferia?

Jennifer – O tipo de empreendedor que surge está voltado para a venda de produtos na maioria dos casos. Muitas vezes está relacionado ao setor de alimentação, de repente ao de vestuário. Isso é bem evidente nas nossas turmas. São negócios que estão mais palpáveis e próximos da realidade deles. Por vezes surgem alguns na área de serviços, quando o empreendedor tem em mente resolver um problema que se tem nas periferias como já surgiu o ensino de idiomas para a base da pirâmide. É interessante a gente abrir um parênteses e discutir essa questão. Um empreendedor da periferia tem oportunidade de mercado no sentido de resolver os próprios problemas que aqui existem. Pessoas de fora talvez não tenham tanto conhecimento para poder lidar ou até mesmo resolver esses mesmos problemas. Muitas vezes o governo acaba não dando conta disso. Acho que existem inúmeros problemas que podem ser analisados e que podem vir a ser uma solução enquanto ideia de negócio para esse empreendedor. A gente tem um curso muito mão na massa e a gente acaba passando por aspectos de gestão, usamos muito da tecnologia para acessar conteúdos, e percebemos também muitas vezes que existe uma ferida na formação básica. Isso acaba influenciando no momento do aprendizado do empreendedorismo. O que nós tentamos fazer é adaptar ao máximo e customizar nossa metodologia para que seja possível esse empreendedor, que não tem uma base tão sólida, consiga se desenvolver. São muitos desafios que muitas vezes a gente não consegue dar conta pois estão mais no passado dele, na formação básica.

Firgun – São em sua maioria mulheres ou homens? E a faixa etária?

Jennifer – Olha, a grande maioria são mulheres e muitas delas já estão empreendendo a bastante tempo. A gente costuma dizer que por uma, sei la, intuição, algo por osmose, elas acabam aprendendo muito na prática, nessa ideia que eu comentei há pouco sobre meus pais de complementar a renda. Então acabam tendo um “fazer” e que muitas vezes não tem noção do que realmente estão fazendo, mas estão ali, na prática. Fazendo para tentar transformar essa realidade. Sobre faixa de idade, pensamos que talvez no começo fosse um público mais jovem, a galera que estivesse saindo do ensino médio pronta para iniciar a faculdade e a gente descobriu na verdade o público tem de 20 até 50 anos. A gente já teve alunos com mais experiência, com mais maturidade e que estavam dispostos a empreender, muito cansados pelo mercado formal, por tanta exploração, sendo submetidos a trabalhos quase que análogos à escravidão. A gente percebe muito esse olhar, pessoas que estão cansadas desse modelo do mercado formal e tentam buscar um modelo de mais autonomia e flexibilidade, mas entendendo também que empreender tem seus desafios. Tem um certo glamour, mas tem um tempo de dedicação muitas vezes maior do que se trabalhar no mercado formal.

Firgun – A gente vê muito as pessoas falarem sobre empreendedorismo de oportunidade e de necessidade. Vocês têm esse conceito no Empreende Aí ou na realidade todo empreendedor é um empreendedor de oportunidade? Como vocês vêem essa frase que já é quase um ditado popular?

Luis – É, essa questão do empreendedor por necessidade ou oportunidade faz sentido. Tem o cara que está lá no emprego dele e vê uma chance de criar uma empresa melhor ou algum mercado que não está sendo atendido e vai tentar solucionar isso. Isso é empreender por oportunidade. Mas ele tem uma necessidade ali, talvez não seja uma necessidade básica, mas uma necessidade de autoestima ou auto realização. Quando a gente traz isso para o ambiente de periferia mesmo, aí a gente entra no empreendedorismo por necessidade de sobrevivência. É o cara que está empreendendo ali porque ele necessita daquilo para viver. Então ele não tem a opção de que aquilo dê errado. Isso não é uma opção para ele e quando você não tem essa opção, você vai fazer dar certo. Só que o que acontece com esse tipo de empreendedorismo aqui na quebrada? Você não tem espaço para manobra, vamos dizer assim. Eu não vou tentar investir e arriscar meu dinheiro em criar uma coisa nova já que eu sei que estão comprando churrasquinho na esquina. Eu vou vender churrasquinho na esquina. Não deixa de ser uma oportunidade, mas é uma oportunidade com um grau menor de inovação tecnológica.

Jennifer – E com um risco muito menor também.

Luis – Isso não significa que o empreendedor aqui não inove. Porque agora, por exemplo, se vocês vierem aqui vocês vão ver churrasquinho que o cara paga R$6,00 pelo churrasco e pode pegar várias coisas a vontade. Então ele tem o churrasco, ele tem batata em conserva, tem feijão tropeiro, tem vinagrete. Ele tem outras opções que ele pode pegar à vontade para comer junto com o churrasco dele. Isso não deixa de ser um tipo de inovação e a pessoa que fez isso inclusive está se espalhando por aí, pelo menos aqui na zona sul tem em vários lugares. Então ele começa por necessidade, ele vê uma oportunidade de melhorar e ele vai melhorando seu negócio. Como é um ditado popular a gente não pode olhar de dentro da caixinha. Ele faz sentido, mas começa a ter vários desdobramentos e a pessoa vai se reconhecendo cada vez mais como empreendedor.

Firgun – Quanto a questão de acesso a mercado. Os empreendedores que começam seus negócios aqui na periferia estão voltados para a periferia e querem vender para a periferia? Ou ainda estão conectados com o centro e ainda existe o pensamento de estar produzindo para o consumo de pessoas do centro?

Luis – O que a gente costuma ver muito é a galera pensando em produzir para a periferia. Não necessariamente negócios de impacto social, mas por exemplo: eu comi um churros muito bom lá na Vila Olímpia, puts, podia ter churros assim lá na quebrada também. Eu vou e faço o mesmo churros na quebrada. Normalmente faltam produtos e serviços de qualidade aqui.

Jennifer – Faltam opções que normalmente são encontradas no centro e que poderiam ser oferecidas aqui também, a um preço justo, que caiba no bolso do consumidor como é o caso de um dos nossos alunos que trabalha justamente com churros. Ele quer democratizar o acesso a uma comida de qualidade, com um grau de sofisticação maior, dependendo da realidade que a gente esteja falando. É isso. É possibilitar acesso, vai muito nessa vertente do que o Luis disse. A grande parte dos negócios nascem para que a própria periferia possa consumir.

Luis – Isso é muito bom por que a gente começa a trazer produtos de qualidade para a periferia. Mas eu sempre faço uma provocação de por que não vender também para quem está do outro lado da ponte que normalmente é quem tem mais poder aquisitivo? Mais caro não quer dizer que sejam produtos melhores. O mesmo produto que você vende aqui, você pode vender lá só que mais caro. É sempre um questionamento que a gente busca trazer né Jenni? Por que não vender para lá, já que estão consumindo? Os produtos e serviços são focados para nossa realidade mas acho que mais por uma questão de que a gente colhe na árvore a fruta que está mais perto.

Firgun – Olhando para o futuro, a gente está aqui no NIP, eu sinto que a gente começa a desenvolver essa discussão sobre os negócios de impacto na periferia. Como vocês enxergam o futuro? Vocês acham que está favorável para o desenvolvimento do empreendedorismo na periferia?

Jennifer – Eu acho que a gente começa a ter uma virada na chave, pois as pessoas estão se reconhecendo capazes de terem seus próprios negócios. A gente começa a ter espaços para se discutir isso dentro das periferias. Eventos como o NIP aproximam as comunidades do que está sendo discutido do outro lado da ponte. O nosso serviço também oportuniza isso para as pessoas. Que elas possam acessar esse tipo de conhecimento e entenderem que dá para fazer. Para dentro do contexto delas, é claro, mas dá para fazer. E a própria questão de políticas públicas em relação a questão trabalhista. As pessoas começam a perceber que o mercado formal não tem oferecido tantos benefícios, isso tem sido uma saída também para procurarem o caminho do empreendedorismo. As pessoas começam a perceber que talvez elas não tenham tanta segurança assim no mercado formal e que talvez elas possam seguir por um outro caminho com mais autonomia. Existe uma movimentação nesse sentido.

Firgun – O grande mercado costuma enxergar a periferia apenas como mão de obra. O trabalho autônomo, o empreendedorismo e o sonho próprio não têm muita atenção…

Jennifer – Sim. Não se tem noção do potencial que existe aqui. Não há dúvida de quanto potencial e criatividade há aqui para poder segurar as pontas. Muitas vezes as pessoas ficam numa saia justa e começam a ser criativas para poder contornar a situação. Então aqui há muito talento. Eu tenho a principal função dentro da nossa metodologia de trabalhar autoconhecimento e identificar habilidades e potenciais dos nossos alunos. Fica muito nítido que elas têm um potencial enorme, mas que muitas vezes falta reconhecer isso ou até mesmo alguém dizer isso para elas e quando elas se dão conta disso elas falam “puxa, é verdade. Eu tenho isso dentro do meu repertório”. Quando elas se encontram, isso é libertador.

Firgun – Vai saber que grande ideia pode florescer aqui na quebrada. Que grande solução pode sair daqui, basta a gente…

Luis – Parar de olhar como mão de obra e olhar como o potencial criativo, que realmente é.

Firgun – Como é a rede do Empreende Aí? Que tipo de parcerias são interessantes para vocês? De onde seria legal receber ajuda?

Luis – Para a gente é interessante fazer parcerias com empresas que vejam valor no crescimento do número de empreendedores. A gente viu que para essas organizações faz sentido apoiar o Empreende Aí, seja financeiramente, seja com produtos ou serviços. Porque quanto mais empreendedor tiver melhor para o produto ou serviço delas. Esse é o primeiro ponto. O segundo: para pessoas que acreditem no potencial da periferia e querem investir seja doando tempo de trabalho, seja ajudando o aluno em algum tema específico, dando uma consultoria. Esses são alguns tipos de apoio que a gente consegue ter e que seriam interessantes.

Firgun – Essa entrevista serve para mostrar como é empreender na periferia. Nesse sentido tem algo a mais que vocês queiram compartilhar? Alguma pergunta que deveria ter feito?

Jennifer – Quero falar um pouco do nosso curso, como se dão as aulas, a metodologia que a gente utiliza. Nós temos um curso de 4 meses com 64 horas divididas em aulas semanais de 4 horas cada. A gente tem um curso bastante mão na massa, onde o aluno é convidado e desafiado. Isso em alguns momentos também acaba distanciando alguns alunos por acharem que não é o momento de empreender ou que não estão na disposição, que é algo para o futuro. E o nosso curso tem muito essa veia do agora, de poder executar agora. Antes de tratar qualquer modelagem de negócio, tratar de teoria ou prática do empreendedorismo, nós trabalhamos o autoconhecimento. Para que seja descoberto o potencial e as habilidades que se tem para começar a ter ideias de negócio, ancoradas na bagagem do aluno e que a ideia faça sentido junto aos valores dele e do que ele acredita. Depois a gente começa a idealizar o negócio em si, modela, faz pesquisa de mercado, testa esse produto, se tem público interessado antes de ele investir uma grana ou tempo e energia e não dar certo. Depois passamos para uma fase mais de gestão onde a gente planeja, aprende a vender, olha para as finanças que muitas vezes é a grande ferida dos empreendedores que acabam quebrando. A gente tem essa parte mais burocrática numa parte do curso e também entendendo o indivíduo antes de tudo como centro de todo o processo. Existe a valorização do indivíduo na construção.

Luis – Para fechar eu gostaria de dizer que, assim como diz um escritor que eu gosto bastante que é o Anderson França: “empreender na periferia é um ato de resistência”

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