Acesso a serviços financeiros no mundo: Brasil está na 131ª posição

No Brasil, quando o assunto é o acesso a serviços financeiros oferecidos pelos bancos, ou seja, canais físicos (agências e postos de atendimento) ou digitais (internet), pode-se apontar que estes são relativamente fartos. Por outro lado, o acesso efetivo da população e de pequenas e médias empresas aos serviços financeiros (como crédito) pode ser considerado bastante restrito e, tais serviços, muito caros.

Para fundamentar estas afirmações, de acordo com dados do último relatório do Fórum Econômico Mundial, divulgados pelo Sebrae, os índices brasileiros relacionados à acessibilidade a serviços financeiros no país estão entre os 10 piores em todo o mundo. De 138 países pesquisados pela instituição, ficamos na 131ª colocação geral.

Apesar da solidez dos bancos atuantes no mercado brasileiro, como dito anteriormente, o acesso da população e de pequenas e médias empresas aos serviços financeiros é muito limitado. Sendo assim, segundo especialistas, entre os fatores que poderiam facilitar a aquisição de empréstimos, estão: a redução das taxas de juros, redução da burocracia e redução de taxas e impostos.

A Firgun ajuda empreendedores de baixa renda a acessarem microcrédito. O trabalho é desenvolvido através de uma plataforma de empréstimos coletivos. De um lado facilitamos o acesso a capital, até R$15.000, e do outro promovemos o investimentos sociais a partir de R$25. Além de multiplicar oportunidades para quem mais precisa, é possível ter rendimentos de até 12% ao ano.

A distância entre a população e os serviços financeiros

Segundo um estudo realizado em conjunto pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), a parcela de brasileiros (pertencentes à classe C, D e E) que tentaram obter algum tipo de financiamento sem sucesso aumentou de 21% para 25%. A falta de apresentação de comprovante de renda e presença do nome na lista de inadimplentes estão entre os principais fatores que levaram ao fracasso dos pedidos.

Como uma das responsáveis pelo citado estudo e economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, afirma que “crédito fácil e com menos burocracia pode parecer algo positivo para quem precisa de dinheiro imediato, mas por envolver a aplicação de altos juros, pode levar este empreendedor à uma situação de inadimplência e de desequilíbrio de suas contas.”

Para Maurício de Almeida Prado, diretor executivo da Consultoria Plano CDE, especializada nas classes C, D e E, muitos brasileiros pertencentes à essas classes ainda encontram dificuldade em obter crédito por ganharem pouco ou não terem salários fixos. Segundo Maurício, “muitas vezes, a instituição considera o local em que a pessoa mora e recusa a conceder o crédito”.

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Uma solução para os excluídos do sistema financeiro

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Centro de Estudos em Microfinanças e Inclusão Financeira (GVcemif) da FGV com apoio do banco norte-americano JP Morgan, apesar da proliferação de iniciativas de oferta de crédito nos anos recentes, como o surgimento de cartões sem anuidade, contas digitais e empréstimos que podem ser contratados pela internet, ainda existe uma considerável parcela de “esquecidos” pelo sistema financeiro no Brasil.

Neste sentido, a maior dificuldade para incluir essas pessoas no sistema financeiro, além de aprofundar a análise dos perfis dessas pessoas, é aproximá-las do sistema financeiro. Para isso, o especialista aponta que a realização de ações que as conectem com as instituições somada com uma maior educação financeira podem tirá-las dessa situação de esquecimento.

 

Pequenas empresas e os serviços financeiros

Empresas de micro e pequeno porte não ficam de fora dessa situação e também têm dificuldade de conseguir empréstimos razoáveis, algumas por serem muito novas, pequenas ou por não terem histórico de relacionamento com os bancos fornecedores de crédito. Outras, entretanto, não gostam de tomar empréstimos pelas altas taxas de juros e burocracia relacionados à estes serviços.

Entre as instituições financeiras melhores vistas pelos pequenos empresários, destacam-se as cooperativas de crédito por serem consideradas mais acessíveis, menos burocráticas e relativamente mais baratas. Tal fato mostra que as opções tradicionais de crédito proporcionadas pelo setor bancário brasileiro aos pequenos e médios empreendimentos não são suficientes para atender a demanda e necessidade deste grupo de empresas. Por isso, novas alternativas de financiamento e de crédito precisam ser pensadas e estimuladas.

Neste contexto, o microcrédito se apresenta como uma opção interessante para os negócios menores, dado que este se diferencia do crédito tradicional oferecido pelos bancos por ter uma preocupação sustentável e social ao visar o aumento do bem-estar do tomador do empréstimo. Assim, o objetivo do microcrédito não é, exclusivamente a rentabilidade financeira da operação, mas a melhoria da qualidade de vida de quem o usa.

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