ESG e Microcrédito: impacto social para empresas

ESG

O termo ESG vem se popularizando cada vez mais, deixando para trás a ideia de que impacto social positivo e lucro não combinam. Cuidar do meio ambiente, desenvolver a responsabilidade social e criar melhores práticas de governança, ajudam a melhorar a receita das empresas. O foco deste artigo se dá no S de social, procurando trazer atenção ao papel do microcrédito e das microfinanças nesse campo.


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Em 2019, um estudo financiado pela rede Capitalismo Consciente, definiu as empresas humanizadas. São organizações que geram impacto, valor compartilhado e prosperidade para todas as partes interessadas do negócio – clientes, investidores, funcionários, parceiros, comunidades e sociedade. Essas são algumas das características encontradas no ecossistema de ESG.

O estudo foi apresentado na Conferência Latino-Americana sobre Capitalismo Consciente. Foram analisadas mais de 1500 empresas com base em três critérios: sustentabilidade, bem-estar social e finanças. Algumas das empresas listadas são: Cielo, Natura, Unilever e Tetrapak.

Os resultados mostraram que em períodos de 4 a 16 anos de análise, as empresas consideradas humanizadas chegam a ter rentabilidade 2 ou mais vezes maior que a média das 500 maiores empresas do país. Elas também têm mais aprovação dos clientes, cerca de 240% a mais que as empresas comuns e 225% mais bem estar para os colaboradores.

Afinal, o que é ESG?

A sigla ESG surgiu há 16 anos, em 2005, em um relatório da Organização das Nações Unidas, intitulado Who Cares Wins. O objetivo era criar recomendações sobre como incluir questões ambientais, sociais e de governança na gestão de ativos, serviços de corretagem de títulos e pesquisas relacionadas ao tema.

A conclusão foi de que, ao levar em conta esses fatores, as empresas ajudariam a gerar mercados mais sustentáveis e melhores resultados para a sociedade. A sigla ESG vem do inglês. O E significa environmental, ambiental em português e se refere às práticas de uma empresa em relação à conservação do meio-ambiente. O S significa social e se refere à relação de uma empresa com as pessoas que fazem parte da sua cadeia produtiva. O G significa governance, ou governança em português. Essa área se aplica às práticas administrativas de uma empresa.

Além disso a sigla ESG também pode ser base para desenvolver critérios que fundamentem a escolha de investimentos.

Microcrédito: investimento social

Toda empresa tem múltiplos stakeholders. Aquela que desenvolve sua área ESG, o social em específico, promove atividades voltadas a cada um de seus públicos de interesse. Elas podem se dar nos seguintes campos:

  • Satisfação dos clientes;
  • Proteção de dados e privacidade;
  • Diversidade da equipe;
  • Engajamento dos funcionários;
  • Relacionamento com a comunidade;
  • Respeito aos direitos humanos e às leis trabalhistas.

O microcrédito, considerado por especialistas como ferramenta de combate às desigualdades e de desenvolvimento econômico, é uma possibilidade de investimento social para as empresas que desejam fortalecer suas atividades de ESG.

Para que o investimento em soluções de microfinanças seja de fato transformador, apoiando a geração de empregos e aumento de renda de quem mais precisa, a empresa necessita fazê-lo de forma humanizada. Isso significa promover soluções que sejam coerentes com a realidade do público beneficiado, tanto nas taxas e custos, como na linguagem, análises financeiras e atendimento. É preciso envolver outras áreas do saber e trazer oportunidades de capacitação para o público, historicamente excluído do sistema financeiro tradicional.

Dessa forma as empresas podem melhorar o relacionamento com a comunidade em que atuam, apoiando o desenvolvimento social e econômico da região. A depender da forma como o projeto é executado, pode ter reflexos positivos na retenção de talentos, percepção de marca pelo consumidor e rentabilidade para a empresa. É uma situação ganha-ganha.

Como criar programas de microcrédito na sua empresa?

Se você acredita que o empreendedorismo somado a práticas de inclusão financeira são ferramentas poderosas de transformação, seus valores estão alinhados aos da Firgun. Para nós o microcrédito é uma forma de melhorar a qualidade de vida das famílias de pequenos empreendedores.

Como fintech social fazemos operações de microcrédito produtivo e orientado para empreendedores de baixa renda ou em situação de vulnerabilidade social. Eles passam por capacitação de organização parceiras e em seguida por um processo de score de crédito inclusivo, que dá oportunidades de crédito para empreendedores informais, negativados e sem garantias.

Em seguida os tomadores devolvem o dinheiro em parcelas com opções de pagamento flexíveis e a possibilidade de crédito a custo zero. Temos flexibilidade para alocar recursos de modo que as opções de pagamento atendam às demandas das instituições contratantes.

A Firgun coloca à disposição das empresas que desejam investir em ESG com programas de microcrédito, seus serviços em formato white label:

  • Setup de plataforma com layout próprio para hospedagem de dados
  • Processos de capacitação empreendedora
  • Análise de crédito (score)
  • Cobrança
  • Mensuração de impacto social
  • Acompanhamento de fluxo de caixa dos tomadores

Nesse formato ajudamos o Instituto InterCement a desenvolver o programa em andamento SER+ Empreendedor. Seu objetivo é levar oportunidades de microcrédito sem juros para familiares dos funcionários e pequenos negócios, localizados nas comunidades onde a InterCement têm plantas fabris.

Outra organização parceira da Firgun nesse sentido é a Fundação FEAC, que conta com nosso apoio na execução do programa Tempo de Empreender. Seu objetivo é promover microcrédito para empreendedores periféricos da cidade de Campinas.

Quer elevar o impacto das ações de ESG da sua empresa ou tem dúvidas sobre o tema? Entre em contato pelo email [email protected].

Sobre a Firgun

Fundada em 2017 por Fábio Takara e Lemuel Simis como uma plataforma de investimentos coletivos (P2P Lending) em empreendedores de baixa renda. Possibilita microcréditos de até R$21 mil e do outro lado investimentos de impacto social com rentabilidades de até 350% do CDI ao ano. Evoluiu para se posicionar como uma fintech social de acesso a microcrédito e prestadora de serviços na área com soluções digitais, inovadoras e humanizadas.

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