Heróis da Firgun promovem a moda afro em São Paulo

Os Heróis da Firgun promovem a moda afro no Brasil a partir de pequenos empréstimos pessoais, diretamente para dois afroempreendedores, o Bruno e a Michelle. Ela está na foto acima no centro em um de seus workshops sobre turbante.

Heróis são aqueles que apoiam as campanhas realizadas na plataforma de empréstimo coletivo da Firgun, processo também conhecido como crowdlending de microcrédito. Eles não estão doando, eles estão emprestando. Na maioria das vezes as doações acontecem para apagar o fogo e por isso são muito necessárias. Elas atendem a uma necessidade momentânea, dão conta da consequência do problema, mas não de sua causa.

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Na Firgun os heróis têm a oportunidade de ajudar, receber seu dinheiro de volta e ainda contribuir para solucionar a causa do problema, antes que ele ocorra. São investidores sociais que querem ver um Brasil menos desigual, com mais acesso a microcrédito e crescimento econômico. É assim que vamos transformar a realidade brasileira: através do incentivo ao microempreendedorismo. Faça parte dessa rede!

Onde está a moda afro?

Ela vem das periferias de São Paulo para encher de cor e formas o resto do Brasil e do mundo. Dois empreendedores foram indicados para receberem microcrédito de forma coletiva na Firgun: o Bruno e a Michelle. Ela foi indicada pelo Empreende Aí, um negócio social que atua na zona sul de São Paulo, ministrando aulas de empreendedorismo para alunos da periferia. Ele foi indicado pelo Instituto Feira Preta, uma referência quando o assunto é inclusão e representatividade do negro no mercado. Ambos também obtiveram resultados positivos no questionário de perfil financeiro da Firgun. Só assim, com a indicação e boa nota no questionário, eles começaram suas campanhas. Tudo isso para dar mais segurança de que o dinheiro terá o melhor uso possível.

Bruno Brigida é o afroempreendedor que está à frente do Clube da Preta, o primeiro clube de moda preta e acessórios do país. O cliente que compra seu serviço paga um valor fixo por mês, como uma assinatura, e recebe em casa produtos variados de empreendedores afro e da periferia. Ele quer escalar, para isso precisa investir R$3.500 em capital de giro e comunicação. Você pode ajudá-lo com empréstimos de R$25 a R$350.

O impacto social gerado a partir de um empréstimo para Bruno desenvolver ainda mais o Clube da Preta inclui:

  1. Acesso a microcrédito para um afroempreendedor
  2. Crescimento do setor afroempreendedor e de periferia relacionado ao Clube da Preta
    2.1 Aumento no número de empreendedores na rede Clube da Preta
    2.2 Aumento no faturamento anual desses empreendedores e de Bruno

microcrédito coletivo

Michelle está há 5 anos à frente da Boutique de Krioula (BK) – moda afro, brincos e turbantes. Seu trabalho contribui para o aumento da representatividade negra no mercado estético. Ela quer R$4.100 para expandir o negócio e desenvolver novos produtos. Você pode ajudá-la com empréstimos de R$25 a R$410.

O impacto social gerado a partir de um empréstimo à Michelle para que invista na Boutique de Krioula inclui:

  1. Acesso a microcrédito para uma afroempreendedora
  2. Geração de empregos (revendedoras Boutique de Krioula)
  3. Aumento do faturamento da Boutique

Por que afro-empreendedorismo?

Tradicionalmente quando precisa de um empréstimo para investir em seu negócio os mais de 25 milhões de microempreendedores brasileiros vão ao banco e acabam se deparando com um ambiente discriminatório, altas taxas de juros (4% ao mês em média) e uma burocracia complicada que os impede de evoluir.

A dificuldade fica mais evidente quando observamos o sistema financeiro em relação aos mais de 11 milhões de empreendedores negros ou afroempreendedores. O acesso a financiamento e capacidade de gestão são desafios para qualquer um que deseja investir no próprio negócio, no entanto aqueles afrodescendentes enfrentam dificuldades adicionais devido ao racismo histórico que existe no Brasil. Uma pesquisa recente revelou que empreendedores negros tem três vezes mais dificuldade de conseguir crédito do que brancos.

Luiza Barros, ex ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) foi categórica em um de seus depoimentos sobre o tema: “Uma coisa é pensar empreendedorismo imaginando esse universo como algo homogêneo, que está colocado na sociedade e que dependeria fundamentalmente das habilidades e capacidades de cada um para empreender e colocar em prática suas ideias. A outra coisa é a constatação, por um lado, de que temos entre esses emprendedores/as uma presença significativa de negros, que fazem parte hoje, no Brasil, do setor da sociedade que menos, ao longo do tempo, tem se beneficiado do processo de desenvolvimento que o país tem experimentado”.

E então, vamos ajudar afroempreendedores a terem acesso a crédito e mudar nossa realidade?

Sobre a Firgun

A Firgun é uma fintech social na área de financiamento. Uma plataforma de crowdlending exclusiva para empreendedores de baixa renda captarem recursos sem juros. Os apoiadores podem participar com empréstimos a partir de R$25 e empreendedores captam até R$4.000. Uma startup com a missão de facilitar o acesso a microcrédito, a diminuição das desigualdades e o crescimento econômico no Brasil.

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