Investimento coletivo: alternativa para o afroempreendedor

investimento coletivo

O investimento coletivo é semelhante ao financiamento coletivo, conhecido como crowdfunding. Nos dois casos um projeto está sendo financiado de maneira alternativa e oportunidades estão se multiplicando. No entanto, há uma diferença importante. No primeiro caso o usuário recebe o dinheiro de volta com rendimentos e no segundo ele recebe um produto, serviço ou agradecimento em troca.


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A Firgun funciona na lógica do investimento coletivo e existe justamente para multiplicar oportunidades para pessoas talentosas, mas que não têm a devida visibilidade ou oportunidade. É o caso dos empreendedores que estão na periferia, afroempreendedores, mulheres e microempreendedores em geral que têm dificuldade para acessar crédito.

Para se ter uma ideia da importância do investimento coletivo voltado a comunidade afro, no Brasil, os empreendedores negros têm crédito negado três vezes mais que o branco. Não é a toa que o local onde esse grupo mais se sente discriminado é no banco.

O investimento coletivo na prática

A Firgun realiza análise de risco dos negócios junto a organizações parceiras que ajudam no desenvolvimento do empreendedor. Depois cria campanhas de captação coletivo e coloca no ar. Assim várias pessoas físicas ao redor de todo o país podem investir valores a partir de R$25 em afroempreendedores, gerando impacto social e rendimentos de até 12% ao ano.

Atualmente a plataforma conta com mais de 200 investidores ativos e financiou mais de R$200.000 em empréstimos, com inadimplência de 0,6% (atrasos com mais de 90 dias). Veja a história dos empreendedores abaixo e comece a fazer a diferença, investindo com propósito.

Roberta, uma embaixadora da beleza negra

Roberta Vânia veio do Piauí aos 4 anos para São Paulo com sua mãe em busca de oportunidades. Hoje ela é dona do Studio Vania, clínica de nutrição e tratamentos estéticos. Essa foi a forma que encontrou de realizar sua missão de ajudar as pessoas a melhorarem sua autoestima e cuidados com a saúde. Para melhorar o seu atendimento ela precisa de equipamentos mais modernos, o que a fará com que perca menos tempo com exames manuais. Além disso também utilizará o recurso para terminar a reforma de seu espaço de modo que consiga oferecer um tratamento mais completo a suas clientes.

s na faculdade de nutrição. Com o seu bom trabalho conseguia fazer atendimentos extras em sua casa. Queria ter mais tempo para se dedicar aos estudos, então saiu do salão onde trabalhava e começou sua clínica de estética dentro de casa.

Aos 12 anos Roberta descobria um dom para beleza e um hobbie ao montar uma coleção de roupas para um desfile. Aos 16 anos começou a tornar esse sonho sua profissão, trabalhando como manicure para pagar os seus estudos na faculdade de nutrição. Com o seu bom trabalho conseguia fazer atendimentos extras em sua casa. Queria ter mais tempo para se dedicar aos estudos, então saiu do salão onde trabalhava e começou sua clínica de estética dentro de casa.

Vânia quer ajudar as pessoas a se empoderarem através do cuidado próprio e da melhoria na auto estima. Com sua experiência de mais de 15 anos na área da beleza e de 5 anos como nutricionista procura  estar sempre atualizada com cursos e novidades do mercado.

Paulo, um empreendedor com sede de sucesso

Paulo Henrique Lira tem 35 anos, mora em Niterói e nasceu em São João do Meriti/Rio de Janeiro. Veio de uma família muito pobre, seu pai metalúrgico e sua mãe era do lar. Para complementar a renda, aos finais de semana seus pais costumavam vender coisas na rua (verduras, vassouras, picolés e qualquer outro produto que desse lucro).

O começo da vida de Paulo não foi diferente, aos 14 anos enquanto estudava começou a trabalhar em uma lanchonete perto de sua casa e durante os finais de semana ajudava os pais com o comércio. E foi essa batalha diária que lhe deu a oportunidade de terminar os estudos e ser o primeiro da sua família a ingressar no ensino superior, fazendo a tão sonhada faculdade de Marketing.

Paulo nunca deixou de sonhar em ter o próprio negócio. Ele sempre quis juntar duas paixões: pessoas e comércio. Assim começou a estudar mais sobre o mercado, frequentar palestras e foi em uma viagem para São Paulo que conheceu a ACQIO, pagamentos eletrônicos. Hoje ele é dono de uma microfranquia.

Com a ACQIO viu não só a oportunidade de vender maquininhas de cartão para comerciantes, mas também uma forma de ajudar o desenvolvimento local de sua comunidade. Além de um meio de pagamento ele passou a oferecer consultorias individualizadas a seus clientes, que muitas vezes possuíam um comércio simples, mas pouco conhecimento sobre gestão financeira. Hoje Paulo sonha em conseguir abrir mais 3 franquias (Niterói, São Gonçalo, Rio) e montar um escritório com mais quatro funcionários.

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