Com apenas R$150 ela criou uma marca e está vivendo um sonho

boutique de krioula

Como toda empreendedora que sabe o que quer, Michelle Fernandes é inquieta. Enquanto mulher negra não se sentia representada nos padrões estéticos e nem no mercado em geral. Queria ver uma transformação e foi ela mesma promover uma: pegou suas economias que eram R$150, comprou alguns tecidos e começou a vender turbantes. Hoje, 5 anos depois, ela está à frente da Boutique de Krioula (BK) – moda afro, brincos e turbantes. Seu trabalho contribui para o aumento da representatividade negra no mercado estético.

Hoje ela vive um sonho: quer expandir o negócio e desenvolver novos produtos. No entanto ela não conseguiu crédito pelos bancos tradicionais, apesar de ter um negócio sustentável. Esse é um problema de muitos microempreendedores como ela. Mas há uma solução: em rede podemos ajudá-la na construção desse sonho. Você pode apoiar com valores de R$25 a R$410. Na Firgun você ajuda empreendedoras como a Michelle e recebe seu dinheiro de volta. Aqui a gente multiplica doações!

O impacto social do seu apoio 

O impacto social gerado a partir do seu apoio à Michelle no desenvolvimento da Boutique de Krioula incluirá:

  1. Acesso a microcrédito para uma afroempreendedora
  2. Geração de empregos (revendedoras BK)
  3. Aumento do faturamento da Boutique

– Valor completo do financiamento: R$4.100
– Previsão de retorno do empréstimo: 10 parcelas
– Categoria: Afroempreendedorismo

Saiba mais sobre o processo de avaliação dos empreendedores.

Apoiadores tem descontos na primeira compra na Boutique de Krioula:
Apoios de R$50 – R$150 – desconto de 10%
Apoios de R$151 – R$350 – desconto de 15%
Apoios de R$351 – R$410 – desconto de 20%

Esta empreendedora tem a aprovação de:

O Empreende Aí é um negócio social que dá aulas de capacitação empreendedora no Jardim São Luis, zona sul de São Paulo.

Sobre Michelle Fernandes e a Boutique de Kriola  

Michelle de Souza Alves Fernandes tem 34 anos e nasceu em São Paulo. Sua mãe, solteira, trabalhou como empregada doméstica a vida toda. Até completar 17 anos Michelle morava com a mãe na casa de seus patrões em Moema. Depois que eles faleceram a família deu para as duas uma casa no Capão Redondo, periferia de São Paulo, como forma de agradecer pelos serviços prestados durante tanto tempo.

Além de trabalhar como faxineira, sua mãe também vendia marmitas e salgados para complementar a renda. Vendo o exemplo da mãe, Michelle começou a nutrir a vontade de empreender. No entanto começou sua vida profissional trabalhando como assalariada em call centers e em cargos administrativos. Achava esse tipo de trabalho muito burocrático e por vezes, racista.

Como negra Michelle não se via representada no mercado da moda e da estética. Ela queria ver e fazer algo para a mulher negra e africana. Juntou isso com a vontade de empreender que já vinha crescendo e com sua insatisfação no trabalho, pegou R$150 que eram suas economias e começou o que mais tarde seria a Boutique de Krioula. Era setembro de 2012. Ela comprou os primeiros tecidos e criou um canal no youtube para ensinar sobre turbantes, produto que é carro chefe das vendas até hoje. Se inspirou nos EUA, começou a fazer brincos também e foi um sucesso! Os brincos acabavam rápido. Seu marido, grafiteiro, faz os desenhos, ela ajuda na produção e faz as vendas.

Procurando melhorar a renda, Michelle e seu marido começaram a frequentar e ser convidados para workshops, feiras e eventos sobre cultura negra e turbantes onde faziam a maioria das vendas.  No entanto, em 2015 chegou a concorrência, produtos muito baratos vinham da China e isso começou a dificultar seu rendimento, foi daí que veio a ideia de criar uma loja virtual para vender seus produtos pela internet. Já fez vendas internacionais para França, Portugal e Angola.

Em 2016 eles começaram a importar tecidos da África para se destacar frente aos concorrentes, negociando com comerciantes do Senegal, Moçambique e Angola. Hoje Michelle tem um atelier em casa, no Capão Redondo, mas pretende se mudar para o coworking da agência Solano Trindade no Campo Limpo, também na periferia, para atender seus clientes pessoalmente. Michelle e sua família vivem principalmente dos rendimentos da Boutique de Krioula que representam R$5.000 mensais em média de faturamento. O que fica para eles de lucro representa aproximadamente R$2.500 por mês.

O desafio de Michelle 

Michelle quer aumentar o rendimento da BK, principalmente por meio do desenvolvimento de uma estratégia de venda direta, na qual as atuais clientes se tornariam revendedoras de seus produtos. Ela já começou a fazer isso, mas precisa de investimento para escalar. Para isso ela precisa de microcrédito, no entanto sente dificuldades em seu relacionamento com o banco. Mesmo tendo uma vida inteira como cliente e um negócio financeiramente sustentável para investir, ela não consegue habilitar cheque especial em sua conta nem ter crédito adequado.

Quando o assunto é conseguir empréstimo o sistema financeiro nacional não é favorável aos afroempreendedores: negros têm três vezes menos chance de conseguirem um empréstimo do que pessoas brancas.

Michelle precisa de R$4.100 para investir da seguinte forma:

– Desenvolvimento de produtos
2 modelos de bolsas, produzindo 20 bolsas ao todo – R$550
50 sandálias – R$750

– Capital de giro
20 peças de tecido para 120 turbantes – R$1.200
20 novos modelos de brincos, produzindo 60 pares ao todo – R$550
2 meses de aluguel na agência Solano Trindade – R$600

– Pesquisa de nova matéria prima para a produção de brincos
1 placa de acrílico – R$180
Corte da placa – R$270

Como você pode ajudar Michelle 

Na Firgun o microcrédito vem através da rede num modelo de financiamento coletivo. Você pode ajudá-la com valores de R$25 a R$410. Como estamos ajudando a financiar o trabalho de uma empreendedora, ela tem o compromisso de devolver o dinheiro para você. 100% do valor voltará para o seu bolso e poderá ser empregado em outros projetos depois. Na Firgun, você consegue multiplicar o impacto social da sua boa ação.

Enviaremos para o seu email atualizações periódicas sobre a evolução de Michelle à frente da BK.

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