Microcrédito coletivo: conheça essa modalidade de investimento social

microcrédito coletivo

O microcrédito coletivo é o encontro do financiamento coletivo (crowdfunding) com o microcrédito. Ele se encaixa na lógica dos empréstimos coletivos (crowdlending) como uma ferramenta inovadora para pessoas de baixa renda financiarem seus projetos. De um lado está alguém que precisa de um empréstimo e do outro uma ou mais pessoas, dispostas a financiar o projeto.

A Firgun é a primeira plataforma de microcrédito coletivo do Brasil. Você pode se tornar um investidor social (Herói Firgun) com valores a partir de R$25.

O crowdfunding

O termo em inglês, quer dizer ao pé da letra: financiamento pela multidão. É uma ferramenta valiosa para alavancar um projeto e existe no Brasil desde 2011. A proposta é usar a internet para divulgar os detalhes de desenvolvimento de um projeto e arrecadar o capital necessário para realizá-lo. Do outro lado, os internautas acessam o conteúdo e decidem se querem ajudar na viabilização, contribuindo com dinheiro. Existem quatro tipos de crowdfunding:

  1. Financiamento coletivo de doação – Nessa modalidade, a única recompensa é saber que contribuiu para um bem maior.
  2. Crowdfunding de recompensas – Os apoiadores recebem produtos ou serviços desenvolvidos pelas pessoas que decidiram ajudar.
  3. Equity crowdfunding – O apoiador, também chamado de investidor, recebe uma porcentagem da empresa que está pedindo o financiamento.
  4. Empréstimo coletivo – Apoiador também é visto como investidor pois recebe rendimento financeiro (juros) sobre o seu empréstimo.

Microcrédito e impacto social

O microcrédito foi inventado na década de 1980 como uma modalidade de crédito voltada para pessoas de baixa renda e rendeu um Nobel da Paz ao seu criador, Muhammad Yunus. Praticado com juros baixos, a ideia do microcrédito é a de que, tornando o crédito acessível e justo a todos, vamos construir um mundo melhor, sem pobreza no futuro.

Para se ter uma ideia, 120 milhões de pessoas vivem com menos de um salário mínimo no Brasil. No entanto, juntas movimentaram cerca de R$800 bilhões em 2010. Mais de 60% da população brasileira está nas classes CDE e 40% desses cidadãos não tem conta em banco, segundo estudo do Plano CDE em parceria com a FGV. São 80 milhões de pessoas excluídas do sistema financeiro e de todas as oportunidades que esse sistema traz, mas o microcrédito tem potencial para reverter esse cenário.

É esse o público a que se destina o microcrédito. Dar acesso a capital para quem está na base da pirâmide é uma porta aberta para o impacto social. Quando direcionado para empreendedores, o microcrédito eleva ainda mais seu potencial de impacto. Abraçar essa causa significa apoiar o acesso a serviços financeiros, a geração de emprego decente, o empreendedorismo e por aí afora.

Saiba mais sobre o que a Firgun fez em 2017 e quais as expectativas para 2018.

O problema a ser resolvido

Motivada por uma mistura de oportunidade e necessidade, quase um quarto da população brasileira, que está na base da pirâmide, empreende. São mais de 25 milhões de microempreendedores espalhados pelas periferias e favelas das grandes e pequenas cidades que enfrentam uma batalha diária para manter e crescer seus próprios negócios.

Tradicionalmente, quando um microempreendedor precisa de um empréstimo para investir em seu negócio , ele vai ao banco e acaba se deparando com um ambiente discriminatório, altas taxas de juros (4% ao mês em média), e uma burocracia complicada que o impede de evoluir.

A solução: microcrédito coletivo

O Brasil está cheio de microempreendedores que querem investir em seus negócios, mas não conseguem captar financiamento de forma tradicional. A solução é descentralizar o capital. Isso é possível através de uma plataforma de microcrédito coletivo. Agora não precisamos mais ir ao banco para pedir um empréstimo, podemos fazer isso através da Firgun. Empreendedores podem levantar até R$15.000 para investir em seus negócios e do outro lado os investidores sociais podem começar com valores a partir de R$25.

Como a Firgun funciona?

A missão é dar acesso a microcrédito justo para empreendedores de baixa renda. Mas há uma curadoria antes, nem todos empreendedores poderão ser financiados pela rede. Primeiro o empreendedor deve ser indicado por um parceiro estratégico que trabalhe com capacitação empreendedora. Em seguida ele deve responder a um questionário de perfil financeiro e depois de aprovado inicia a sua campanha.

Quais os benefícios para o empreendedor?
– Uma forma justa de conseguir crédito: sem discriminação, barato e sem burocracias.
– Empréstimos até R$3.000 não tem juros.
– Empréstimos de R$3.001 até R$9.000 com juros de 6% ao ano.
– Empréstimos de R$9.001 até R$15.000 com juros de até 12% ao ano.
– Os financiamentos podem ser pagos em até 24x e têm carência de 1 mês.
– É cobrada uma taxa administrativa da Firgun de até 10% sobre o valor total arrecadado em todas as campanhas.

Quais os benefícios para o investidor? 
– Fazer um investimento de impacto social, que vai apoiar o desenvolvimento de microempreendedores e a melhora de sua qualidade de vida.
– Receber o dinheiro de volta com rendimentos acima da poupança.
– Receber relatórios sobre a evolução dos empreendedores e qual o impacto gerado pelo financiamento.
– Tudo isso sem sair de casa.

Quer ser um investidor social?

Inscreva-se na lista de Heróis Firgun. Ajude a financiar empreendedores populares e multiplicar oportunidades na periferia.

É um microempreendedor e quer um financiamento?

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