O microcrédito deu asas ao sonho dessa empreendedora

Maria da Consolação Pimentel foi a primeira empreendedora a utilizar a plataforma da Firgun para captar investimento para seu negócio. Nosso objetivo com a plataforma é promover o microcrédito coletivo, uma nova forma de financiamento coletivo com a diferença de que o dinheiro do projeto volta para o bolso dos apoiadores, em alguns casos com rendimento financeiro. Assim possibilitamos acesso a crédito para empreendedores de baixa renda e ao mesmo tempo facilitamos o investimento social. Empreendedores podem captar até R$15.000 e apoiadores, chamados Heróis da Firgun, podem investir valores a partir de R$25.

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O que foi feito com o microcrédito

Maria tem uma confecção de roupas no Capão Redondo, zona sul de São Paulo, chamada Aba Pai Confecções onde faz todo tipo de roupas. Ela trabalha sob encomenda e é fornecedora de grifes locais como a Vila Fundão e outras empresas. Em setembro de 2017, ela iniciou uma campanha na Firgun. Precisava de R$4.000 para reformar seu local de trabalho, dar mais conforto a seus colaboradores e aumentar sua capacidade produtiva. Maria já pagou a 5ª parcela do microcrédito e segue firme e forte na empreitada.

A reforma em andamento

A campanha foi bem sucedida: em duas semanas quase 40 Heróis Firgun se juntaram para possibilitar o crédito que ela precisava. O dinheiro foi utilizado e a confecção ganhou um novo andar, que já está sendo utilizado como espaço principal de uso das máquinas de costura e bordado. Nesse processo Maria contratou um pedreiro e um auxiliar, um pintor e adquiriu o material necessário para reforma no comércio local, em seu bairro, no Capão Redondo.

Rodrigo
Rodrigo no andar reformado

Dificuldades e superações no meio do caminho

O ano de 2017 não foi muito bom para muitos empreendedores como a Maria. Ela sentiu a crise e 2017 teve menos vendas que 2016. No entanto após ter acesso ao microcrédito via Firgun, em setembro e durante o decorrer do último trimestre de 2017, as vendas superaram as expectativas de Maria e o Natal se mostrou satisfatório para a Aba Pai Confecções.

De outubro a dezembro de 2017 a Aba Pai produziu quase 2.400 peças. Contratando autônomos para ajudar na confecção, Maria gerou renda para 15 costureiras e costureiros. Hoje trabalham de maneira fixa na Aba Pai 9 profissionais ao todo:

  • Maria – Fundadora e “bombril” como ela diz. Faz de tudo um pouco.
  • Rodrigo – Filho, diretor de compras e administrativo. Também faz de tudo um pouco.
  • Marli – Acabamento
  • Nivaldo – Bordados
  • Edson – Financeiro
  • Amanda – Ecommerce
  • Vanderlei – Corte
  • Eva – Costura
  • Ronaldo – Serviço de entrega e manutenção de máquinas
  • Sandra – Estamparia
Marlí e Maria

 

Os planos de Maria

Com os negócios indo bem em 2016 e começo de 2017, Maria criou sua marca chamada Parça Progresso e inaugurou uma loja física. No entanto essa nova empreitada não mostrou muitos resultados e a empreendedora decidiu fechar o ponto de venda, economizar com a conta de água, luz, internet e salário de um funcionário para focar suas atividades na área que tem mais afinidade: a produção.

Eva, costureira

Uma loja online

Apesar de ter fechado o ponto de vendas, a empreendedora continua com sua marca Parça Progresso. Ela está se preparando para criar sua própria loja online. Assim não precisa arcar com gastos de uma loja física e pode continuar a vender seus produtos. Maria contratou os serviços de uma de suas clientes, a Amanda que tem a marca Lacav Soud. Amanda fez cursos de marketing digital e e-commerce. Amanda fará a gestão das mídias sociais da Aba Pai e o desenvolvimento do site em si, também ganhará uma porcentagem sobre as vendas que ocorrerem na loja online.

Um novo produto para o portfólio

Além disso, com o novo espaço em sua confecção, possível graças ao microcrédito coletivo via Firgun, Maria começou a fazer novos planos e já está se programando para inserir um novo produto em seu portfólio: bonés. Há uma demanda crescente por esse produto, principalmente por parte dos empreendedores que têm pequenas marcas de roupa na periferia. Como é o caso da Lacav Soud, Dje Produções, e Teen Gorila que já demonstraram interesse no novo produto. É esse o público que Maria quer atender: os pequenos varejistas da periferia.

Maria é uma empreendedora inteligente. Ela está fazendo uma consultoria com um fabricante de bonés da zona norte de São Paulo para ver a melhor forma de produzir os bonés. Ela está investindo no maquinário pois esse produto exige um processo específico e cuidadoso. A maquina de passar boné pneumática, por exemplo, tem um custo elevado e Maria está em busca de boas oportunidades. Maria também está em contato com produtores de Apucarana, Paraná, a capital nacional dos bonés. Em breve ela visitará a cidade para entender melhor o processo de produção e adquirir parte do maquinário necessário.

Uma ideia de projeto social

Maria também quer dar algo em troca para a comunidade. Ela vê muitos jovens em seu bairro que, por falta de atividades de diversas, ficam desocupados e acabam trabalhando com atividades ilícitas. No longo prazo, a empreendedora quer abrir sua confecção para esses jovens e ensina-los a cortar e costurar. Quer ensinar todo o processo produtivo de sua confecção para que esse público possa criar as próprias peças e fazer disso uma atividade remunerada. Maria quer passar aos outros conhecimentos que ela domina, ela quer ajudar a melhorar a comunidade em que vive com o que sabe fazer melhor.

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