Microcrédito produtivo: impacto econômico e social

microcrédito produtivo

O microcrédito produtivo é a modalidade de crédito voltada a financiar empreendedores de baixa renda. Em média os empréstimos são de pouco mais que R$2.000 e estão direcionados ao investimento em capital de giro, segundo relatório da série Cidadania Financeira do Banco Central. Ao todo, os microempreendedores brasileiros que possuíam empréstimos na pessoa jurídica, somaram o montante de R$9,3 bilhões em 2016. Parece muito dinheiro, mas isso não chega a 1% de todo o Sistema Financeiro Nacional.

Outra informação interessante é que, segundo pesquisa encomendada pelo Santander Brasil, a cada R$1 emprestado via microcrédito, outros R$4,50 são adicionados ao PIB (Produto Interno Bruto) do município.

Onde poderíamos chegar como nação se o crédito chegasse de maneira mais fácil ao público que mais precisa?

Entenda porque a Firgun foi criada

A realidade brasileira e o microcrédito produtivo

O Brasil passa por uma realidade dura, o desemprego atinge 13 milhões de pessoas e muitas delas acabam empreendendo para buscar a renda que ficou faltando. Muitos acabam trabalhando de maneira informal e mesmo sem ter experiência conseguem seguir adiante, gerando o próprio emprego. Além das dificuldades naturais que todo empreendedor enfrenta, aqueles que estão na base da pirâmide tem um desafio maior ainda. O acesso a crédito é dificil, as taxas de juros são altas, chegando a 4% ao mês; a burocracia atrapalha e muitos passam por situações constrangedoras quando vão ao banco. Enquanto isso, um grande industrial do setor farmacêutico, por exemplo, não chega a pagar 1% de juros ao mês.

A falta de incentivos, aliada à condições de pobreza, reforça as condições pouco favoráveis que enfrentam as pessoas mais pobres. Essa desigualdade de oportunidade pode estar ligada ao aumento da violência, do tráfico de drogas, da revolta, da fome e  desencadear diversos problemas sociais. Isso prejudica o país como um todo, a capacidade de consumo das famílias, a economia e pessoas de todas as camadas sociais.

Nesse contexto, sem a possibilidade de um emprego formal, muitas pessoas empreendem o próprio negócio. O microcrédito produtivo, viabilizado pela rede Firgun, se apresenta como uma alternativa de acesso a capital para investimento em negócios de pessoas de baixa renda. Os empréstimos são feitos de forma coletiva como num crowdfunding e os juros não passam de 1% ao mês para os empreendedores. Você pode investir em negócios da periferia, multiplicando oportunidades para quem mais precisa. Depois recebe o dinheiro de volta com rendimentos.

Entenda melhor sobre como funcionam os empréstimos na Firgun.

Ermevaldo e o microcrédito produtivo da Firgun

Ermevaldo é empreendedor há 3 anos. Ele fundou a Quitanda Esperança, em Pirituba no extremo da zona oeste de São Paulo. Ermevaldo veio da Bahia para São Paulo na década de 1980. Trabalhou muitos anos no comércio, até que ficou desempregado e decidiu abrir seu próprio negócio. Apesar de ter um negócio consolidado, ele enfrenta dificuldades para conseguir financiamento e faz seu capital de giro com um agiota.

Isso não fica barato, pelo contrário: o agiota cobra em média 1% de juros ao dia. Um absurdo. “Resumindo eu trabalho para ele. Não me canso pelo conhecimento que tenho. Tenho objetivos e por isso tenho que ter esperança.”, relatou com firmeza o empreendedor.

Ermevaldo está buscando investimento de forma coletiva através da rede Firgun. Ele precisa de R$3.000 e nessa modalidade poderá pagar em 10x e sem juros. Com a oportunidade gerada com a Firgun, Ermevaldo poderá investir em capital de giro, dando mais fôlego ao seu fluxo de caixa. Futuramente ele quer trazer produtos de mercearia para a quitanda como produtos de limpeza e higiene pessoal. “Além de disponibilizar esses produtos para a clientela também poderei usar e economizar com isso.”

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