Negócios que fazem o bem: possíveis e lucrativos

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Como você faz dinheiro fazendo o bem? A sociedade em geral assume que ter lucro e fazer o bem são coisas opostas, essa teoria prevalece na nossa cultura. A pessoa tem que escolher entre um e outro no capitalismo, mas não os dois. Na Firgun e no ecossistema de negócios de impacto social, escolhemos desafiar essa maneira de pensar e argumentamos que lideranças criativas podem encontrar uma maneira de combinas os dois.


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Nos dias 19 e 20 de março estivemos presentes na Conferência Latino-Americana sobre Capitalismo Consciente. O evento reuniu líderes empresariais e acadêmicos para debater práticas de gestão e escolhas conscientes, que levem em conta não apenas os interesses de acionistas, mas de todos os grupos de interesse envolvidos na cadeia produtiva de uma empresa.

As empresas que fazem parte desse movimento não se limitam a gerar lucros, empregos e renda, elas também estão preocupadas com o meio ambiente e o bem-estar de seus colaboradores.

Participaram Raj Sisodia, autor do livro Capitalismo Consciente e diversas lideranças empresarias como Luiza Helena Trajano, presidente do conselho de administração da Magazine Luiza e Rony Meisler, diretor executivo do Grupo Reserva. Trajano disse contratar seus colaboradores analisando primeiro suas habilidades comportamentais e depois as técnicas. Também afirmou que o propósito é a espinha dorsal de uma empresa. Meisler afirmou que compra 95% dos insumos de sua cadeia produtiva de fornecedores brasileiros.

Lucro e consciência

Durante o evento foram divulgadas as evidências encontradas pela pesquisa “Empresas Humanizadas do Brasil”, primeira do gênero publicada no país. O estudo analisou mais de 1500 empresas inscritas com base em três critérios: sustentabilidade, bem-estar social e finanças.

Os resultados mostraram que em períodos de 4 a 16 anos de análise, as empresas consideradas humanizadas chegam a ter rentabilidade 2 ou mais vezes maior que a média das 500 maiores empresas do país. Elas também têm mais aprovação dos clientes, cerca de 240% a mais que as empresas comuns e 225% mais bem estar para os colaboradores.

Exemplos práticos

A empresa O Polen permite às lojas virtuais adicionar propósito às compras realizadas pelo cliente. Quando alguém compra um produto em um e-commerce que usa o Polen, tem a possibilidade de fazer uma microdoação para uma determinada ONG. O dinheiro sai do valor total da compra, o cliente não gasta mais do que estava esperando e o dono do e-commerce precisa investir apenas R$1,00 ou 1% do valor da compra. Isso faz com que o abandono de carrinho caia 20% e a conversão de vendas aumente 30%. Isso é um retorno sobre o investimento (ROI) e cerca de 20 vezes o valor do investimento social. O Polen envia relatórios do impacto social gerado e a loja virtual aumenta sua receita.

A Editora Mol, maior editora de impacto social do mundo, faz livros, revistas e calendários a preços mais baixos que o resto do mercado. Além disso todos os exemplares vendidos geram doações para ONGs. Eles são vendidos em parceria com grandes redes varejistas de farmácias, supermercados, óticas, lojas de brinquedos e joalherias, permitindo às pessoas que gerem impacto social sem saírem de suas rotinas. Desde sua fundação em 2008 a editora permitiu a doação de quase R$29 milhões. Em sua palestra, Roberta Faria, diretora executiva, comentou que o livro “Você é Incrível”, vendido em parceria com a rede de joalherias Pandora, trouxe mais visibilidade à marca do que Taís Araújo, então garota propaganda da empresa.

Como fazer parte disso?

É necessário mudarmos nossa mentalidade, fazer o bem e ter lucro não precisam estar em lados opostos da mesa. Devemos estar atentos a antigas estruturas de trabalho que nos impedem de ter os dois ao mesmo tempo. Isso deve ser o ponto de partida para a criação de qualquer modelo de negócio, o pensamento que norteia as ações de uma empresa para que ela esteja comprometida de fato com seus princípios e valores o mais rápido possível.

Na Firgun democratizamos o investimento de impacto social, promovendo o empréstimo entre pessoas para financiar empreendedores de baixa renda. Os investidores podem aportar valores a partir de R$25 em microempreendedores e terem o dinheiro de volta com rentabilidade de até 12% ao ano ao mesmo tempo. Incentivamos o empreendedorismo na base da pirâmide social como maneira de diminuir a desigualdade no país. A rede Firgun ajuda a gerar empregos, aumentar a renda e melhorar a qualidade de vida de quem mais precisa. Faça parte dessa transformação.

5 thoughts on “Negócios que fazem o bem: possíveis e lucrativos

  • 21 de julho de 2020 at 10:07
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    Gostei da iniciativa, não conhecia, vou tentar entender melhor essa nova perspectiva!

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  • 2 de setembro de 2020 at 11:38
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    Bom dia , não tenho o perfil dos jovens empreendedores digitais de hoje. Tenho 45 anos, já fui convidado pelo Governo de Minas ser um empreendedor social, na época não pude assumir o cargo. Hoje formado em gestão pública. Tenho uma grande ideia de gestão, que pode se tornar um grande negócio, para quem apresentar a ideia?

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    • 18 de setembro de 2020 at 12:23
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      Olá André, obrigado por seu comentário. No momento não realizamos investimentos para negócios que estão na fase de ideação. Aceitamos para análise apenas empreendimentos que tenham pelo menos um ano de funcionamento.

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    • 19 de setembro de 2020 at 17:41
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      olá, Andre qual seu e-mail para contato?

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