O empréstimo coletivo fez Bruno viver do seu sonho

Bruno Brigida, filho de um metalúrgico e de uma cozinheira, via os pais se desdobrarem em dois ou mais empregos para trazer o sustento da a família. No tempo livre eles fritavam coxinhas para incrementar a renda e foi vendo esse exemplo que o pequeno Bruno desenvolveu sua vontade de empreender.

O dinheiro dos salgados ajudou a pagar sua faculdade, uma graduação em administração. Segundo suas próprias palavras, Bruno é empreendedor por amor. Gosta de sentir que seu trabalho é útil, de fazer acontecer e quer ser reconhecido por isso. 

Com o conhecimento adquirido criou uma corretora de seguros de um homem só, uma corretora voltada para a classe C. Para o público que comprou o primeiro carro, a primeira moto. Levava o serviço com flexibilidade e preços acessíveis.


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O chamado para a ação

Bruno aprendeu muito, mas achou o serviço maçante e decidiu começar o próprio negócio. Seu sonho era ajudar outros empreendedores em suas conquistas, ele queria apoiar outras pessoas a realizarem seus sonhos. E queria fazer isso através do desenvolvimento de uma rede que envolvesse toda a cadeia produtiva do afro mercado.  

Hoje ele é dono do Clube da Preta. O primeiro clube de assinaturas de produtos feitos apenas por afroempreendedores do país. A ideia é simples: você paga um valor fixo por mês e recebe em casa produtos variados feitos por empreendedores negros e periféricos. A ideia veio do negócio veio após Bruno participar como visitante da Feira Preta por quase 10 anos.

Conversando com os participantes percebeu um problema constante entre os empreendedores do evento: o faturamento era muito bom no último trimestre do mês, mas nos outros nove meses caía. Ficou pensando em como poderia ajudá-los e teve a ideia do que viria a ser o Clube da Preta. Ele recebeu muito apoio dos empreendedores e decidiu tirar o projeto do papel.

A dificuldade

Bruno tentou pegar um empréstimo com seu banco, apresentou a documentação necessária, mas não conseguiu o financiamento. Apesar de ser cliente do banco há um bom tempo teve o crédito negado. Depois, em outra instituição, se viu obrigado a fazer depósitos e contratar serviços para conseguir o empréstimo e mesmo assim não teve a quantia que queria aprovada.

Quando o assunto é conseguir empréstimo o sistema financeiro nacional não é favorável aos afroempreendedores: negros têm três vezes menos chance de conseguirem um empréstimo do que pessoas brancas.

A solução

Bruno levantou R$3.500 de forma coletiva para investir no seu empreendimento. Na época, início de 2018, o Clube da Preta tinha apenas 3 meses de vida e a Firgun também. Mesmo assim decidimos arriscar e fomos adiante com a captação do investimento para o empreendedor. E deu certo! Veja a seguir como é gratificante investir em um empreendedor talentoso que precisa apenas de uma oportunidade para provar seu valor.

A Firgun facilita o acesso a microcrédito para empreendedores de baixa renda. Isso acontece através de uma plataforma online de empréstimos entre pessoas. Você investe valores a partir de R$25 em empreendedores como o Bruno, multiplica oportunidades e recebe o dinheiro de volta com rendimentos de até 12% ao ano.

O impacto gerado pelo investimento

Quando começou, no início de 2018, Bruno tinha 30 clientes. Um ano depois esse número saltou para 400! Antes ele tinha 10 empreendedores que forneciam os produtos para o clube, hoje são 180. Cento e oitenta afroempreendedores que estão aumentando a sua renda graças ao seu negócio. Isso empodera pessoas que até então não se enxergavam como empreendedores, pessoas que estão colocando sangue, suor e identidade no que fazem.

No início Bruno fazia tudo sozinho e tinha outro trabalho que de fato pagava as contas. Hoje ele vive do Clube da Preta e gerou emprego para três pessoas. A primeira cuida das mídias sociais, outro do desenvolvimento da plataforma e a última, sua namorada, assim como ele, faz de tudo um pouco.

Antes de receber o investimento Bruno vivia no zero a zero. Não sobrava dinheiro no final do mês para investir em nada e ele dividia o espaço de sua casa com as caixas. Hoje, com um aumento de 30% na sua renda mensal, começou a fazer uma reserva de emergência, investimentos e está investindo nele mesmo. Bruno começou a fazer cursos de inglês, espanhol e programação. Além disso, para alegria de sua mãe, alugou um espaço específico para guardar as caixas e também trocou de carro.

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