O que é empreendedorismo social?

empreendedorismo social

O empreendedorismo social é praticado por quem quer resolver um problema sócio-ambiental, gerando impacto social positivo e lucrando no caminho. Seja por meio da venda de um produto ou serviço, desde que seja uma atividade comercial financeiramente sustentável. E esse é um mercado emergente. O interesse dos empreendedores e investidores por esta área vem aumentando e ganhando cada ano mais visibilidade.

A Força Tarefa de Finanças Sociais, braço executivo do Instituto de Cidadania Empresarial (ICE), estima que o setor movimentou R$13 bilhões, apenas em 2014. Organizações como essas, voltadas para fomentar o empreendedorismo social no Brasil, estão focadas para que o investimento no setor chegue a R$50 bilhões em 2020.

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O conceito de empreendedorismo social

Antes de mais nada é importante falar que não há um consenso a respeito desse conceito. Outros termos comuns, embora tenham suas diferenças entre si, são utilizados para falar sobre a mesma ideia: empresas sociais, negócios de impacto social, negócios inclusivos, entre outros. Existem diversas tipos de organizações que se encaixam nesse setor.

A maioria dos empreendimentos sociais estão voltados para solucionar problemas vividos por integrantes da base da pirâmide sócio econômica, ou seja, pessoas mais pobres. Afinal é essa faixa social da população quem mais sofre com as consequências de um problema social ou ambiental. No entanto ainda é possível ter um empreendimento social, impactando indiretamente a base da pirâmide.

É possível dividir o empreendedorismo social em cinco grupos:

  • Organizações sem fins lucrativos que tem uma atividade comercial para custear suas despesas. Como a venda de camisetas e canecas, por exemplo;
  • Organizações sem fins lucrativos que vendem produtos ou serviços conectados ao seu propósito. Como a venda de artesanatos feitos por mulheres capacitadas pela própria ONG;
  • Cooperativas em geral;
  • Empresas que nascem com o propósito de resolver um problema sócio-ambiental e reinvestem todo o lucro na própria empresa;
  • Empresas que nascem com o propósito de resolver um problema sócio-ambiental e distribuem lucro aos sócios
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Lucro e impacto social

Os últimos dois últimos grupos citados na lista acima dividem especialistas. Muhammad Yunus, professor de teoria econômica e Nobel da Paz, criou o Grameen Bank e espalhou a ideia do microcrédito para o mundo. Ele vê como difícil e conflitante a relação entre a maximização do lucro e a obtenção de benefícios sociais. Yunus não é contra a busca por lucro, mas pontua que este deve ser reinvestido em sua totalidade na organização. É, portanto, contra a distribuição de dividendos obtidos em negócios sociais para seus acionistas.

Por outro lado, Porter e Kramer, professores de economia e administração da universidade de Harvard, enxergam a distribuição de dividendos como parte da lógica capitalista e importante uma vez que pode atrair novos investimentos. Esse pensamento pode ser levado em conta uma vez que vivemos numa sociedade capitalista e a procura por um ecossistema que gere valor compartilhado entre empresa e sociedade, é uma forma eficiente de trabalhar por um capitalismo mais inclusivo.

Qual visão faz mais sentido para você?

Os negócios sociais representam novas formas de gestão e visão a respeito dos negócios e suas possibilidades. Têm como base de sua existência a busca simultânea de retorno financeiro e geração de impacto social. No entanto, por ser um campo novo e pouco explorado, podem discordar entre si em aspectos administrativos e financeiros.

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