Título de capitalização: evite cair nessa armadilha financeira

título de capitalização

O título de capitalização pode ser definido como uma maneira de economizar com prazos programados. O consumidor participa de sorteios e, no vencimento do título, resgatar parte ou todo o dinheiro guardado. Mas existem armadilhas conforme detalhado mais adiante. O título de capitalização não pode ser considerado um investimento.

Os valores dos prêmios são bastante diversificados, variando de pequenas quantias a milhões de reais. Os títulos de capitalização servem como uma forma de guardar dinheiro e, ao mesmo tempo, participar de sorteios. Nesse sentido, funciona de forma parecida com uma loteria, dado que o consumidor tem que contar com a sorte como o principal fator para ganhar prêmios.

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Os riscos de investir em um Título de Capitalização

É fundamental apontar que, para que uma aplicação financeira seja positiva, é preciso que a rentabilidade do dinheiro investido supere a inflação. Dessa forma o investidor não perde o poder de compra do seu dinheiro.

Nesse aspecto, o título de capitalização deixa muito a desejar, uma vez que este produto possui um desempenho pior que o de uma caderneta de poupança. Para se ter uma ideia, a rentabilidade do título de capitalização está atrelada a TR (Taxa Referencial), a qual está zerada e não produz rentabilidade alguma. A poupança, por sua vez, está rendendo, em 2018, cerca de 4,55% ao ano.

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O consumidor que tem dinheiro aplicado nos títulos de capitalização obtém uma rentabilidade muito abaixo da inflação, perdendo dinheiro ao longo do tempo até o vencimento do contrato. Além disso, caso o investidor não ganhe nenhum prêmio em sorteios, provavelmente terá prejuízo na aplicação. Por conta dessas possibilidades, muitos perguntam se é possível resgatar a totalidade do investimento antes do prazo de vigência do acordo.

A resposta varia de acordo com o banco provedor do serviço e dos planos que cada instituição financeira oferece. Mas é preciso deixar claro: não há leis que obriguem os bancos a permitirem que os consumidores resgatem o valor aplicado.

Portanto, é essencial saber que, do total pago durante o plano, apenas uma parcela se traduz, de fato, em investimento. Por quê? Porque a mensalidade é dividida em três partes:

  1. a reserva/ parcela de capitalização, sendo esta o dinheiro que recebe remuneração;
  2. a parte destinada ao montante de sorteio;
  3. a parte que cobrirá os custos administrativos da instituição financeira.

Como exposto anteriormente, cada instituição define, em seus diferentes planos, o percentual destinado aos custos de administração, bem como a parcela de capitalização. Ambos devem estar especificados no contrato.

Além disso, ao investir num título de capitalização, o consumidor deve estar atento ao prazo de carência, as taxas a serem pagas. Também deve estar de olhobem como as penalidades em caso de cancelamento ou em caso de não pagamento da mensalidade do título. Tais informações devem constar nas Condições Gerais do Título e o consumidor não deve comprar antes da leitura atenta deste regulamento.

Alternativas ao investimento em Títulos de Capitalização

Investir em um título de capitalização apresenta risco e uma grande desvantagem em relação a um fundo de investimento ou investimento social. Tal orientação vem tanto de especialistas do Procon-SP quanto da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).

Por fim, como uma alternativa válida ao título de capitalização, pode-se indicar investimentos em negócios sociais. Eles permitem que os recursos investidos sejam destinados ao incentivo de projetos sociais, ambientais, culturais e científicos de interesse público. De forma planejada, monitorada e sistematizada, um investimento social traz rentabilidade ao investidor, ao mesmo tempo em que gera um impacto positivo para a sociedade.

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